A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. (Charles Chaplin)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Minhas orelhas foram inundadas da água gélida, mas a voz dele era mais clara do que nunca. Ignorei as palavras e me concentrei no som de sua voz. Por que eu lutaria se estava tão feliz ali? Mesmo quando meus pulmões ardiam, querendo mais ar, e minhas pernas doíam do frio gelado, eu estava contente. Tinha me esquecido de como era a verdadeira felicidade.
Felicidade. Isso tornava toda a história de morrer bastante suportável.
A correnteza venceu nesse momento, lançando-me repentinamente contra algo rígido, uma rocha invisível no escuro. Atingiu-me com força no peito, golpeando-me como uma barra de ferro, e o ar fugiu de meus pulmões, escapando numa nuvem espessa de bolhas prateadas. A água, inundou minha garganta, sufocando e queimando. A barra de ferro pareceu me arrastar, puxando-me para longe de Edward, mais fundo nas sombras, para o fundo do mar.

Adeus, eu te amo, foi meu último pensamento.

Capítulo 15, Pressão. Página 287, Lua nova - Stephenie Meyer.

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