A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. (Charles Chaplin)

domingo, 20 de setembro de 2009

­ — Agora - murmurou ele, e seu cheiro perturbou meu pescoço de pensamento —, com o que exatamente está se preocupando?
­ — Bom, hmmm, bater numa árvore — engoli em seco — e morrer. E depois ficar enjoada.
­ Ele reprimiu um sorriso. Depois baixou a cabeça e tocou com os lábios frios a base de meu pescoço.
­ — Ainda está preocupada? — sussurrou ele contra minha pele.
­ — Sim. — Lutei pra me concentrar. — Com bater em árvores e ficar enjoada.
­ Seu nariz traçou uma linha pela pele de meu pescoço até a ponta do queixo. Seu hálito frio pinicou na minha pele.
­ — E agora? — Seus lábios sussurraram em meu rosto.
­ — Árvores. — arfei. — Enjôo de viagem.
­ Ele ergueu o rosto pra beijar minhas pálpebras.
­ — Bella, você não acha realmente que eu bateria numa árvore, acha?
­ — Não, mas eu posso bater. — Não havia confiança nenhuma em minha voz. Ele farejou uma vitória fácil.
­ Edward beijou lentamente meu pescoço, parando perto do canto da minha boca.
­ — Eu deixaria uma árvore machucar você? — Seus lábios mal roçaram meu lábio inferior trêmulo.
­ — Não — sussurrei. Eu sabia que havia uma segunda parte em minha defesa brilhante, mas não conseguia resgatá-la.
­ — Está vendo — disse ele, os lábios movendo-se nos meus. — Não há motivo pra temer, há?
­ — Não — eu suspirei, desistindo.
­ Depois ele pegou meu rosto nas mãos quase com indelicadeza e me beijou, os lábios inflexíveis movendo-se nos meus.

Crepúsculo. Páginas 283 e 284

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