apaixonei-me muitas vezes. só sei viver um amor se antes passar pela cegueira da paixão. não entregaria a minha vida a outro de caso pensado, sou defendida e controladora demais. é da natureza dos que foram abandonados. qualquer menino de rua é metido a mandão, com a diferença de que este tem o discernimento endurecido pela cola de sapateiro, enquanto eu mantenho sempre os sentidos atentos para não permitir que alguém venha assaltar minhas fragilidades. ou seja, pelo intelecto a coisa não vai. só mesmo a paixão, que é do reino da loucura, me põe entregue e besta, com as patas arriadas no chão. e eis a contradição outra vez: nada me descansa mais que um amor insensato - quanta paz e conforto há naquele punhado de instantes em que se vislumbra o paraíso!
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