A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. (Charles Chaplin)

sábado, 19 de setembro de 2009

"Você consegue fazer melhor que isso, Bella", ele sussurrou ásperamente. "Você está pensando demais".
Eu estremecí quando os dentes dele morderam o lóbulo da minha orelha.
"Isso mesmo", ele murmurou. "Pelo menos uma vez, deixe-se sentir o que você sente".
Eu balancei a minha cabeça mecanicamente até que uma das mãos dele voltou para o meu cabelo e me parou.
Ainda olhando pra longe, ele deu um passo incerto em minha direção, e depois outro. Ele virou o rosto pra olhar pra mim, os olhos dele estavam duvidosos.
Eu encarei de volta. Eu não fazia ideia da expressão que havia no meu rosto.
Jacob se virou nos calcanhares, e aí se lançou pra frente, fechando a distância que havia entre nós com três passadas longas.
Eu sabia que ele ia tirar vantagem da situação. Eu esperava isso. Eu fiquei muito imóvel - meus olhos fechados, meus dedos dobrados nos punhos aos lados do meu corpo - enquanto ele segurava o meu rosto entre as mãos e os lábios dele encontraram os meus com uma ansiedade que não estava distante da violência.
Eu podia sentir a raiva dele enquanto a boca dele encontrava a minha resistência passiva. Uma mão se moveu para a minha nuca, agarrando as raízes do meu cabelo com o seu punho. A outra mão agarrou o meu ombro com força, me balançando, e depois me trazer pra ele. As mãos dele continuaram a descer pelo meu braço, encontrando o meu pulso e colocando o meu braço ao redor do pescoço dele. Eu o deixei lá, minha mão ainda estava curvada no punho, incerta do quão longe eu iria no meu desespero de mantê-lo vivo.'

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