A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. (Charles Chaplin)

domingo, 20 de setembro de 2009

Eu me sentei na escuridão poeirenta com um tempo longo, congelado. Era como se o tempo tivesse acabado. Como se o universo tivesse parado. Lentamente, me movendo como um homem velho, eu liguei o telefone de novo e liguei para o único número que eu prometi a mim mesmo que nunca ligaria de novo. Se ela atendesse, eu ia desligar. Se fosse Charlie, eu ia pegar a informação que precisava por algum subterfúgio. Eu ia provar que a piadinha doentia de Rosalie estava errada, e depois ia voltar para o meu vazio.
- Residência dos Swan -, atendeu uma voz que eu nunca tinha ouvido antes. Uma voz de homem rouca, profunda, mas ainda jovem.
Eu não parei pra pensar nas implicações disso.
- Aqui é o Dr. Carlisle Cullen-, eu disse, imitando perfeitamente a voz de meu pai. - Será que eu poderia por favor falar com Charlie?-
- Ele não está aqui-, a voz disse, e eu fiquei levemente surpreso pela raiva contida nela. As palavras foram quase um rugido. Mas isso não importava.
- Bem, onde ele está então?-, eu quis saber, ficando impaciente.
Houve uma curta pausa, como se o estranho estivesse tentando esconder a informação de mim.
- Ele está no funeral -, o garoto finalmente respondeu.
Eu desliguei o telefone de novo.

Extras de New Moon: Notícias de Rosalie

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